No dia 20 de março, os alunos de 5º ano e os alunos do PIEF, foram visitar um lugar onde a rocha dominante é o calcário, bem diferente das rochas dominantes no concelho de residência: granito e xisto.
Esta visita tinha como objetivos: Valorizar
áreas protegidas e o património natural; Reconhecer o calcário e minerais
estudados nas aulas de Ciências Naturais; Observar formações geológicas como
cristais, estalactites e estalagmites; Compreender a formação de grutas
calcárias e o processo de dissolução do calcário pela água.
A visita teve início com a visualização de um
filme sobre a gruta, desde a sua descoberta, quando a população procurava água,
num ano de seca, até à atualidade. Este filme também permitiu que os visitantes
percebessem que a região onde se encontra a gruta – no Parque Natural das
Serras de Aire e Candeeiros – não é atravessada por nenhum rio. Nesta região, a
água das chuvas infiltra-se nas fendas da rocha, não escorre pelas vertentes e,
por isso, não origina rios. Assim, a água, ao infiltrar-se nas fendas, dissolve
o calcário e permite a formação de grutas e galerias.
Antes de se iniciar a visita, o guia explicou
que iriam observar estalactites e estalagmites, bem como colunas, que resultam de
um processo químico lento que transforma carbonato de cálcio em bicarbonato
solúvel. Disse ainda que 1 cm destas formações demora, em média, cerca de 100
anos.
A maioria dos alunos nunca tinha visitado numa gruta e ficaram muito impressionados.
Foram percorridos cerca de 600 metros de gruta, a maioria com água a cair sobre as nossas cabeças, dado que tem chovido muito nos últimos meses.
Durante o trajeto, os visitantes desceram 683 degraus e puderam observar lindas galerias, estalactites, estalagmites e colunas, com milhares de anos.

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